Depoimento do romancista Dias Gomes para o Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa com duração aproximada de 90min. Dias Gomes fala sobre sua trajetória na Dramaturgia e os desafios que enfrentou por conta das mudanças que ocorreram no cenário artístico na década de 1960. Ele explica que com o advento do regime ditatorial de 1964, muitos autores pararam de atuar, outros mudaram de área procurando uma adaptação. Com isso, a ascensão da dramaturgia brasileira foi seccionada. O Teatro passou a ser mais existencialista, de conveniência, que evitava suscitar questionamentos que pudessem ser considerados de teor político. O romancista argumenta também que a censura causou um reflexo na viabilidade econômica do Teatro. Os empresários passaram a ter receio de investir em grandes peças pelo risco de serem proibidas e então acabavam por promover espetáculos muito menos custosos, com poucos personagens e geralmente com apenas um cenário. Segundo Dias Gomes, o pior período para a Dramaturgia foi entre os anos de 1968 e 1976. Ele pontuou, ainda, que naquele momento começava a surgir um movimento de reação aos anos de censura. Ocorria um processo de revisão da dramaturgia brasileira com remontagem de textos do início da década de 1960. Era, finalmente, uma tentativa de reatar a linha de ascensão do Teatro que tinha sido abruptamente interrompida.
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Museu da Comunicação Social Hipólito José da Costa
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