Em sua entrevista, Antônio Guajajara fala em português e em sua língua materna, o tupi guarani. Ele se expressa de forma coletiva defendendo a preservação dos costumes tradicionais da nação Guajajara que, segundo ele, estão se perdendo por conta da influência da cultura do homem branco/kari. Antônio destaca algumas mudanças no funcionamento da festa da Menina Moça e recorda como eram os costumes na época de seus pais, alertando sobre a necessidade de comunicar esses saberes para a geração mais nova. O entrevistado relembra o primeiro contato do Estado com a sua aldeia, que se deu por meio do Serviço de Proteção ao Índio (SPI) e posteriormente, da FUNAI. Atualmente uma das maiores preocupações do ancião tem sido a presença de garimpeiros, madeireiros e grandes empresas que provocam o desmatamento e a poluição dos rios em sua Terra Indígena.
O Museu da Pessoa é um museu virtual e colaborativo de histórias de vida fundado em São Paulo, em 1991. Desde sua origem tem como objetivo registrar, preservar e transformar em informação histórias de vida de toda e qualquer pessoa da sociedade. No Museu da…